sábado, 25 de outubro de 2014

Web Capitulo 8



   Acordei ainda pensava na noite passada, tudo parecia um sonho eu o Arthur no baile, só que nem tudo são sonhos tinha que acordar pra realidade, e isso  foi um soco no meu estomago saber que iria embora em pouco mais de um dia do lugar onde vivi minha vida toda, onde conhecer a pessoa que mais me fez feliz nesses anos todos. Não conseguido imaginar minha vida sem ele, abdicaria meu sonho de cantar pra ser médica com tanto que eu conseguisse ficar aqui. Me levantei da minha cama e senti o peso da pequena pedra de Ametista talhada em forma de uma rosa no colar que Arthur havia me dado no baile como presente do meu aniversario de dezoito anos. Elevei minha mão a pedra e sorri com a lembrança.

-Luh.

-Hum - Ainda de olhos fechados com a cabela em seu ombro no meio da pista de dança.

-Tenho um presente pra você.

-Arthur não precisava.

   Vi que ele tirava algo do bolço interno do seu casaco.

-Esse presente, não é um simples presente.

   Ele me entregou, quando abri vi que era um lindo colar em forma de um botão de rosa.

-É lindo - Sorri.

-Como eu disse não é um simples colar, confesso que foi difícil de achar. Porque eu queria algo que fosse forte, então escolhi a Ametista.

-Ametista?

-Sim ela é uma pedra preciosa e rara, sabe por que ?

   Neguei sorrindo.

-Ele tem o poder da proteção, tira o medo e traz paz. Achei que precisaria disso.

-Mais...

-Se nada der certo tem a minha proteção através dessa pedra.

-Não fala isso, eu vou arrumar um jeito de ficar.

   Ele me abraçou. Essa lembrança me fazia lembrar que tinha de alguma forma tomar logo minhas providencias. Quando desso pra sala encontro Arthur e meu pai.

-Filha porque não me contou ?

-Contar o que ?

-Que eu vim pedir a sua mão - Disse Arthur sorrindo.

-O que ? -Disse surpresa.

-É Lua pra que mais espera ? Quero me casar logo com você.

-Filha por que não nos contou ? - Disse minha mãe.

-A... - Nada saia nessa hora.

-Ela achou que não daria certo.

-E deu ? - Perguntou meu pai.

   Ela apenas fiz que sim com a cabeça.

-Tem certeza ? - Disse minha mãe.

-Claro - Agora sim tomei coragem e disse algo.

-Então Paulo deixe a nossa filha com o Arthur acho que eles precisam conversar sozinhos.

   Minha mãe puxou meu pai escada acima. E eu ainda sem reação alguma.

-Luh, escuta é doideira mais é a forma de te manter aqui.

   Eu só sorri e o abracei.

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